Voz insuave
Grita, barulho
Voz chave
Sacode, desembrulho
Ingênuos vituperam
Passividade, silêncio
Desconfiados altercam
Mobilidade, reflexão
A cada abalo de uma consciência
Resgata uma fênix em demência
Se gema a nova mente
Metamorfose prodigamente
Multiplica nossos soldados
Uníssona voz e singularidade
Intensifica com vigor
Clama por justiça e louvor
O adverso é gigante
Do “conhecimento” se esbanje
Ainda assim limiar
Como em toda margem, intrigar
Infinda é nossa tropa
Do que é simples e não esnoba
E com serenidade entreabrem os olhos
Arrefecem a grande “chama”, orvalhos
-Shori Suton
sábado, 28 de setembro de 2013
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
A Terceira Pálpebra
Tudo que é fútil
Finda em superfície
Tudo que é útil
Perpetua no âmago;
De cada entranha
A germinar uma alma
Arquitetam a trama
Da “luz” que os emana
Cerram os olhos
E ainda se pode ver
Imobilizam os ossos
E ainda se pode mexer
Porém,
Não além;
A terceira pálpebra
Inibe as vértebras
A terceira pálpebra
Quebra as regras
Devaneio, fantasia, miragem, quimera
Burla, calúnia, farsa, nova era
Atino, descoberta, descortina, proximidade
Princípio, axioma, máxima, verdade
Rasga a pálpebra que cega
Explora o conhecimento e rega
A mente que nega
E por hora não reza
Desperta!
Acorda!
Já é a hora
Cria ousadia e ora
-Shori Suton
Finda em superfície
Tudo que é útil
Perpetua no âmago;
De cada entranha
A germinar uma alma
Arquitetam a trama
Da “luz” que os emana
Cerram os olhos
E ainda se pode ver
Imobilizam os ossos
E ainda se pode mexer
Porém,
Não além;
A terceira pálpebra
Inibe as vértebras
A terceira pálpebra
Quebra as regras
Devaneio, fantasia, miragem, quimera
Burla, calúnia, farsa, nova era
Atino, descoberta, descortina, proximidade
Princípio, axioma, máxima, verdade
Rasga a pálpebra que cega
Explora o conhecimento e rega
A mente que nega
E por hora não reza
Desperta!
Acorda!
Já é a hora
Cria ousadia e ora
-Shori Suton
segunda-feira, 15 de abril de 2013
A Noite
Era noite de
lua cheia
No cais ela cantou o canto da sereia
E com seu sorrisinho cativante e singelo
Invadia e conquistava o meu castelo
Estou com frio e quero te abraçar
Abraçados estávamos a ver o mar
Sentindo aquela brisa, aquela maresia
Tudo de cortesia
Foi tão especial
Único e essencial
Como em uma canção
E com seu sorrisinho cativante e singelo
Invadia e conquistava o meu castelo
Estou com frio e quero te abraçar
Abraçados estávamos a ver o mar
Sentindo aquela brisa, aquela maresia
Tudo de cortesia
Foi tão especial
Único e essencial
Como em uma canção
A minha primeira sensação
E naquele momento
Pude analisar cada sentimento
Aquele balanço, das folhas, agradável
Aquele balanço, dos seus cabelos, desejável
Por fim da noite infindável
Fica em minha memória
O seu carinho irrefutável
Pra eu contar a nossa história
E naquele momento
Pude analisar cada sentimento
Aquele balanço, das folhas, agradável
Aquele balanço, dos seus cabelos, desejável
Por fim da noite infindável
Fica em minha memória
O seu carinho irrefutável
Pra eu contar a nossa história
por Vitor Pedral
quarta-feira, 10 de abril de 2013
Lua Azul
Ao despertar da noite
Ela nasce, cheia e bela
Pronta para fazer esquecer a foice
Que a morte há de cravar nela
Os olhos dos casais aflitos
Querem para seu futuro o destino
Não sabem que ela engana e alucina
Ao mesmo tempo em que a alma se fascina
À beira de um lago
Sentados e abraçados
Contemplando a lua e o seu doce véu
É aquela que palpita os corações lá do céu
A Dona da visão, a Dona da razão
Uma espiral de mudanças
A matriarca da transformação
Um pensamento perdido, encontrado na esperança
Ilusão de ótica real
Tão perto e tão distante
Esse sentimento paradoxal
De um surrealismo relutante
E no fim das trevas
Ela morre, cheia e bela
À beira de um lago
Sentados e abraçados
Contemplando a lua e o seu doce véu
É aquela que palpita os corações lá do céu
por Vitor Pedral
terça-feira, 9 de abril de 2013
Aos Raros
O futuro de
um presente abandonado
O passado que morre sozinho
A inocência e a experiência
Frutos do desprezo e da carência
Sem importar a idade
Quando o sorriso é de felicidade
Todos querem o amor
O passado que morre sozinho
A inocência e a experiência
Frutos do desprezo e da carência
Sem importar a idade
Quando o sorriso é de felicidade
Todos querem o amor
Um abraço
forte repleto de calor
Raros amigos
Reacendem a chama da esperança
Os anjos com narizes de palhaço
São exemplos da verdadeira essência humana
O pouco de hoje
O muito de amanhã
São grandes os pequenos atos
Que vão esculpindo
Transformando e construindo
Esculturas desamparadas
Em obras de arte
Que por todos são admiradas
Raros amigos
Reacendem a chama da esperança
Os anjos com narizes de palhaço
São exemplos da verdadeira essência humana
Esculturas desamparadas
Em obras de arte
Que por todos são admiradas
Raros amigos
Reacendem a chama da esperança
Os anjos com narizes de palhaço
São exemplos da verdadeira essência humana
por Vitor Pedral
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Vítima de Ureia Canina
Hoje acordei fraco
Talvez de cansaço
Um pouco
febril
E o corpo
doentio
Acreditei
que mudaria
E faria transformar
E faria transformar
Esse escuro
Num claro
dia
Quatro horas
de esperanças
E um tempo
perdido
Mais uma vez
Mais uma vez
Eu preterido
Rejeitado?
A sina que
me fascina
Vítima de ureia canina
As lágrimas são risadas
O humor é cilada
Vítima de ureia canina
As lágrimas são risadas
O humor é cilada
E cada
palavra escarrada ou declarada
Leva-me ao inferno ou ao céu
Sorrisos sarcásticos e de fadas
Amargam o seu doce mel
Leva-me ao inferno ou ao céu
Sorrisos sarcásticos e de fadas
Amargam o seu doce mel
A sina que
me fascina
Vítima de ureia canina
Aqui jaz o fim do dia
Vítima de ureia canina
Aqui jaz o fim do dia
De egro e
ironia
Encarcerado
em uma jaula virtual
Com um humor negro nada legal
Com um humor negro nada legal
domingo, 7 de abril de 2013
Complexo Âmago
Complexo âmago. Aos corações amados de difícil compreensão,
porém cheios de essência. E pra iniciar, nada como Carlos Drummond de Andrade conceituando
um pouco o Complexo Âmago:
Definitivo
“Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções
irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado
do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter
tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que
gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas
as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um
amigo, para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os
momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas
angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma
pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez
companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.
Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um
verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não damos, nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do
sofrimento,perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional...”
“Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções
irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado
do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter
tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que
gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas
as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um
amigo, para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os
momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas
angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma
pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez
companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.
Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um
verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não damos, nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do
sofrimento,perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional...”
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